Missão Anual

Todos os anos os membros de Cafh recebemos uma Missão Anual.

Isto nos permite fazer um trabalho concreto pelo bem de todas as pessoas diariamente, como uma maneira efetiva e direta de colaborar com a harmonia e a paz no mundo.

“Estamos em um momento de grandes desafios para a Humanidade e para Cafh.

Tudo indica que o futuro da Humanidade depende de que os seres humanos aprendamos a trabalhar em equipe, a cooperar uns com os outros, a considerar toda a Humanidade como nossa família e todo o planeta como nosso lar.

Por isso, convido-os este ano a dedicar-nos à seguinte missão: Façamos uma contribuição concreta, desenvolvendo plenamente a habilidade da escuta ativa. Façamos a prática diária de escutar com o coração toda vez que tivermos uma oportunidade. Escutemos com o coração especialmente a aqueles que pensam e sentem diferente de nós”.

Ana Cristina Flor
Março 2020


MENSAGEM DE PLENILÚNIO 2020


Somos um caminho de liberdade. Somos livres?

Quanta distância há entre as nossas idealizações da vida espiritual e a nossa vida real?

Nosso ideal é um farol que nos mostra o horizonte para o qual caminhamos.

Mas, onde estamos?

Olhemos para o nosso presente, olhemos para nós mesmos. Quem somos? O que fazemos realmente com a nossa vida? Onde estão os nossos pensamentos? Qual é o âmbito de nossos sentimentos? Quais são as nossas crenças? O que estamos tomando da vida e o que estamos dando de nós mesmos?

Este é o campo real em que nos movemos. Não importa quais sejam as nossas idealizações. Façamo-nos estas perguntas e conectemo-nos com o mais vital e real de nosso ser.

Deixemos as teorias e conectemo-nos com a nossa humanidade.

Somos seres humanos, com toda a maravilhosa complexidade que isso implica: um microcosmo. Vulneráveis, frágeis, mutáveis e, ao mesmo tempo, donos de um potencial desconhecido.

Exploremos a nossa liberdade nesse campo: no presente, no real de nosso ser. Abracemos plenamente o que somos e trabalhemos a partir daí, sem expectativas, sem idealizações.

Ideal e expectativa não são o mesmo.

O ideal ilumina o nosso presente, traça o caminho, confere força e sentido.

As expectativas nos trasladam do presente para uma fantasia que nos ata e que raramente se cumpre.

Conectados à nossa própria humanidade nos conectamos aos outros seres humanos, compreendemos as suas lutas, os seus vaivéns, as suas dores.

Encontramos a liberdade necessária para escutar profundamente e para explorar o nosso terreno comum, para trabalhar juntos.

Trabalhemos juntos, incluindo a complexidade. Assumamos a complexidade que tem qualquer sistema onde há humanidade, onde há vida. Os infinitos matizes da realidade.

Abramo-nos ao desconhecido.

Quando não buscamos seguranças, quando não há afã por ter razão; quando não queremos ter todas as respostas, quando não nos atamos às idealizações, quando aceitamos plenamente a realidade e nos responsabilizamos por ela, saboreamos a nossa liberdade.

Nossa liberdade é interior. Não depende de nada mais do que de nós mesmos e de nossa capacidade de fazer-nos responsáveis por ela.

Nossa capacidade de fazer-nos responsáveis é a outra face de nossa liberdade. Liberdade e responsabilidade são a chave de nosso aprendizado.

Este binômio liberdade-responsabilidade é a mais genuína expressão da Lei da Renúncia.

Somos livres? Somos responsáveis?

Deixemos as teorias. Voltemos à fonte. Trabalhemos a partir do real. Demos testemunho. Esta é a nossa tarefa. A humanidade necessita deste passo.



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